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Empreendedorismo: 6 Dicas para ter uma Startup de sucesso

De acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizada pelo Sebrae, o interesse pelo empreendedorismo no Brasil aumentou cerca de 75% em 2020.

Ou seja, mais de 50 milhões de pessoas desejam abrir uma Startup ou empreendimento.

Neste cenário, o investimento nas startups tem se mostrado bastante tentador para os brasileiros, especialmente porque mesmo com as restrições implicadas pela pandemia, o crescimento desse segmento do mercado se manteve em alta.

Assim, o país passou a possuir cerca de 14.065 companhias que estão distribuídas por 710 cidades e que atuam em diferentes segmentos do mercado – como educação, finanças, saúde e bem-estar ou o atendimento de negócios para negócios (B2B).

No entanto, ainda que se trate de um termo bastante popularizado e conhecido, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que é e como funciona a gestão de startups e empreendedorismo digital.

Por isso, se você deseja saber mais sobre esse mercado, continue a leitura.

O que é uma Startup?

O termo Startup é comumente traduzido como “Começar algo novo”, mas ele diz respeito a um modelo de negócio que visa promover a inovação no mercado, trazendo novas soluções e produtos que atendam tanto o público geral, quanto às demais empresas.

negocios

No entanto, não é apenas novidades e soluções inovadoras que definem o desenvolvimento e gestão de startups.

Legalmente, para que um negócio seja categorizado como startup, ele deve possuir um faturamento de até 16 milhões de reais por ano e ter até 10 anos desde a inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).

Além disso, esta empresa ou sociedade cooperativa também precisa ser:

  • Escalável;
  • Repetível;
  • Baseada em tecnologia;
  • Atuante em condições de grandes incertezas.

Em conjunto com essas características, assim como é indicado no curso de empreendedorismo ead, os empreendimentos considerados startups não possuem um modelo de negócio completamente desenvolvido e são focados em um produto ou serviço.

Por isso, mesmo os menores supermercados não podem ser considerados startups, já que esse tipo de empreendimento nasce com um público bem definido, um sistema operacional pré-estabelecido e um foco mais abrangente para o negócio.

Diferenças entre startups e pequenos negócios

Uma vez estabelecido o que é uma startup, precisamos diferenciá-la das demais empresas digitais de menor porte. Isso porque, existem diversas outras características (estudadas no curso gestão de startups) que distinguem este negócio de instituições comerciais.

Uma das maiores diferenças é a projeção de crescimento. Afinal, uma empresa que visa impactar o mercado com ideias inovadoras e fora do convencional, não planeja manter os negócios limitados e pequenos por longos períodos.

Assim, um dos maiores objetivos das startups é alcançar um crescimento rápido e exponencial.

O que se difere bastante dos pequenos e micro negócios que possuem visam operar com custos razoáveis, conquistar estabilidade financeira e estar em crescimento permanente.

Apesar destas diferenças, outros contrastes também se destacam, como é o caso dos meios encontrados pelas startups para angariar o financiamento necessário. Essas instituições dependem do capital dos investidores ou das companhias de capital de risco.

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Ao contrário dos pequenos negócios, que funcionam principalmente com o auxílio de empréstimos realizados com alguma instituição financeira, através do crédito para capital de giro e antecipação de recebíveis, entre outros.  

Justamente por depender tanto dos investidores, outra singularidade das startups é a necessidade de definir – logo na construção da empresa – um plano de saída do mercado. 

Esse planejamento diz respeito ao que será da companhia após a venda ou fusão com outras marcas e como os investidores serão compensados.

Como fazer uma gestão de sucesso?

As startups são empresas que podem atender a diferentes tipos de público.

Desta forma, o modelo de negócio pode ser B2B – de negócio para negócio –, B2C – negócio para consumidor – ou B2B2C – que atende outras empresas, mas também presta serviço ao comprador final.

Isso faz com que existam uma infinidade de possibilidades e potenciais segmentos que podem ser explorados pelos empresários.

No Brasil, algumas das Startups de maior sucesso fecharam o ano de 2019 sendo avaliadas em mais de US$ 1 bilhão.

Entre essas empresas estão a 99 Taxi, Nubank, PagSeguro, Quinto Andar, entre outras. Por isso, se você também deseja empreender em uma startup, mas não sabe por onde começar, atente-se às seguintes dicas:

1 – Desenvolva uma boa ideia

Antes de iniciar a montagem de um plano de negócios ou o planejamento da gestão de marketing e comunicação da marca, para se obter sucesso com uma startup, é fundamental basear o projeto empreendedor com uma boa ideia.

Essa tarefa pode ser um pouco mais desafiadora do que se parece, pois não é qualquer ideia que pode se transformar em um negócio rentável e escalável. Por isso, é preciso se certificar que o produto ou serviço almejado seja útil e inovador para o mercado.

Isso vai exigir uma pesquisa profunda sobre a existência deste mesmo conceito no mercado – o ideal é que ninguém tenha pensado neste tipo de negócio além de você – e, se essa originalidade se confirmar, é extremamente necessário patentear o projeto.

Isso envolve desde a ideia em si e a marca, como também o logotipo e o endereço do site.

2 – Formule um bom plano de negócios

De tratando de um investimento atuante em ambiente de incertezas, se preparar para períodos conturbados e complicados se torna imprescindível.

Por isso, é preciso encontrar uma forma de conseguir lidar com essas situações com um pouco mais de estabilidade, e o plano de negócio pode ser um dos melhores caminhos.

No entanto, como dito anteriormente, as startups não exigem uma documentação longa e detalhada – como é ensinado no curso gestão de pessoas, o que é, para as empresas tradicionais.

Aqui, deve-se esclarecer qual é a solução proposta pela startup, quais serão os meios de monetização, quais os canais de distribuição serão utilizados e quais são os investidores e parceiros ideais.

3 – Invista na tecnologia da informação para startups

A tecnologia está intrínseca às Startups e é um dos principais motivos para que esse modelo de negócio sequer exista. Deste modo, apostar na construção de um bom time de Tecnologia da Informação (TI) é primordial.

Até porque, são esses profissionais os responsáveis por construir, fazer a segurança e garantir a funcionalidade do Big Data, hospedar o site, evitar a invasão de hackers, oferecer ferramentas que viabilizem a escalabilidade, fazer ajustes estratégicos, etc.

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4 – Monte uma equipe qualificada

A formação de uma equipe composta por funcionários qualificados, especializados, competentes e motivados é provavelmente um dos maiores requisitos para o sucesso de qualquer empresa. No entanto, isso pode ser ainda mais fundamental em uma startup.

Isso porque, além de se tratar de um ambiente mais dinâmico e variável, esse tipo de empreendimento costuma ser dividido em quatro competências principais:

Por isso, ainda que a ideia principal seja do empresário, esses colaboradores serão essenciais para o comando deste tipo de atribuição, para a viabilização da concretização dos planos e para manter o negócio em andamento.

Assim, esses profissionais precisam ser altamente qualificados.

Neste cenário, a gestão de pessoas em startups se faz extremamente importante. 

Pois é através desse setor que será possível atrair talentos de acordo com a visão estratégica da marca, com as necessidades da empresa e em concordância com os diferentes níveis de cada função – estratégico, tático ou operacional.

5 – Busque por investidores

Procurar por investidores para uma startup, ao mesmo tempo em que é necessário para possibilitar o funcionamento das operações da marca, também é uma tarefa bastante desafiadora, mas que pode ser estudada no curso de gestão financeira empresarial.

Isso porque, quando as pessoas decidem investir em uma startup, elas não estão apostando no negócio em si, mas no empresário e na sua capacidade de transformar aquela pequena empresa em algo valioso.

Desta forma, encontrar esses investimentos pode ser tão trabalhoso quanto encontrar clientes.

Assim, antes de sair apresentando a ideia e pedindo ajuda para sua rede de conhecidos, incubadoras, bancos de dados de pesquisa ou investidores anjos, é primordial que as ideias estejam esquematizadas e bem estruturadas para uma apresentação bem-sucedida.

6 – Mensure os resultados efetivamente

Outra etapa essencial para a obtenção do sucesso com o investimento, é a definição de KPIs – indicadores-chave de desempenho – que viabilizem a mensuração efetiva da evolução do seu negócio.

No entanto, é preciso estar muito atento para a escolha das métricas corretas.

Isso porque, a má gestão desses indicadores é capaz de provocar uma interpretação equivocada do desempenho geral da empresa, causando falhas ou imprecisões que podem comprometer toda a instituição.

Em contrapartida, quando bem estabelecidas, essas análises facilitam a identificação de pontos de melhora, necessidades de investimentos, redução de custos operacionais, lucratividade e taxa de desenvolvimento do negócio.

Entre os KPIs mais utilizados, o Crescimento Mês a Mês, Custo de Aquisição de Clientes (CAC), Churn Rate (índice de evasão de clientes) e Taxa de Conversão de Vendas são métricas importantes durante a monitoração do progresso, estabelecimento de metas e tomada de decisões. 

Conteúdo originalmente desenvolvido pela equipe do blog Markplan, site voltado 

para a veiculação de conteúdos relevantes sobre estratégias de negócios, pensados para abranger informações e novidades relacionadas aos maiores segmentos empresariais.

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